PLANO NACIONAL DE EDUCAÇÃO

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terça-feira, 16 de janeiro de 2018

Iniciativa de professor da Fale leva literatura brasileira a Cabo Verde



"Desde novembro de 2017, o professor Leandro Garcia Rodrigues, da Faculdade de Letras da UFMG, está reunindo livros para enviar para Cabo Verde, na África, onde serão criados dois núcleos (lá chamados de “leitorados”) de literatura brasileira contemporânea — um na Biblioteca Nacional do país, que fica no centro da capital Praia, na ilha de Santiago, e outro no Centro Cultural do Brasil, mantido pela embaixada brasileira no bairro de Palmarejo.
Autores, editores e livreiros interessados em colaborar com a iniciativa podem entrar em contato com o professor por meio de seu perfil no Facebook ou enviar livros diretamente para seu endereço no Rio de Janeiro. 'Como o navio que levará as obras parte no dia 20, é importante que as pessoas optem por uma modalidade de envio que garanta que os exemplares cheguem a mim, em meu endereço de Petrópolis, no máximo até o dia 19', alerta o professor.
A campanha está sendo realizada em cooperação com a Marinha do Brasil e com a embaixada brasileira em Cabo Verde. O navio que levará os volumes tem Portugal como destino, mas fará uma parada no país africano especialmente para entregar a encomenda aos representantes da embaixada brasileira.
Garcia conta que, até o momento, já recebeu mais de 500 exemplares, entre eles volumes de alguns autores recentemente premiados nos principais certames literários nacionais. 'Meu principal interesse é disponibilizar essa boa literatura brasileira para os alunos de Letras da Universidade de Cabo Verde', diz o professor. Entre os autores que terão obras levadas a Cabo Verde estão Adélia Prado, Jacques Fux, Leonardo Villa-Forte, Carol Bensimon e Beatriz Schwab.
O professor sugere que os doadores enviem no mínimo dois exemplares de cada obra, já que serão criados dois núcleos de estudos e pesquisas em instituições distintas. O endereço para envio é Rua Marechal Deodoro, 119, apartamento 1.102, Centro, Petrópolis, Rio de Janeiro, CEP 25.620-150.
A ideia de enviar para Cabo Verde uma mostra da literatura brasileira contemporânea surgiu após visita que Leandro Garcia fez ao país africano, no início de novembro do ano passado, para ministrar cursos na Faculdade de Letras da Universidade de Cabo Verde (Uni-CV), na ilha de Santiago, e palestras em instituição localizada na ilha de São Vicente. (...)
Por ocasião dessa visita, o professor constatou que praticamente não há obras de literatura brasileira contemporânea nas bibliotecas do país africano, só os clássicos. 'Nossas obras não chegam. A principal razão é a falta de dinheiro para importar livros. Do Brasil atual, o que eles leem é apenas autoajuda. Boa literatura não chega', lamenta. 'Descobri que há apenas duas livrarias em Santiago, uma privada e uma pública, da Universidade de Cabo Verde. Em nenhuma das duas, no dia em que as visitei, havia sequer um livro de literatura brasileira contemporânea', relata o professor.' "

segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

Festival no ICEx realça face divertida da matemática

Oficina de fabricação de flautas foi uma das atrações da primeira edição do Festival de Matemática(Foto: Acervo Festival de Matemática)
"Vista pelo senso comum como árida e maçante, a matemática pode ser divertida e lúdica quando seu conhecimento é transmitido em sintonia com o cotidiano. Essa faceta mais leve da disciplina será exibida em mostra de jogos, oficinas, sessões de filmes e rodas de conversa que vão movimentar a segunda edição do Festival de Matemática, programada para os dias 1 e 2 de março, no prédio do ICEx, no campus Pampulha. O evento integra o projeto Matemática em toda parte: atividades para festivais de matemática no estado de Minas Gerais, organizado por professores da UFMG.
A participação é aberta a turmas de escolas do ensino básico, e os agendamentos das visitas começam em fevereiro. A organização do projeto também lançou chamada para abrigar, durante o evento, oficinas que resultem de experiências de ensino."




sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

Espaço do Conhecimento UFMG tem programação especial de férias

Em formato fulldome, curta explora os recursos do planetário e garante sensação completa de imersãoImagem do filme Perspectivas Austrais
"Durante o mês de janeiro, o Espaço do Conhecimento UFMG realiza programação especial de férias, que inclui contação de histórias, sarau infantil, exibição de desenhos animados, oficinas, exposição e exibição de filme inédito sobre a Antártica. 
As atividades, gratuitas, seguem até 4 de fevereiro. Apenas os ingressos para o planetário são pagos, com entradas a R$ 6 e R$ 3 (meia).
No planetário, haverá sessões diárias para o público infantil. O terraço astronômico recebe oficinas sobre astronomia. No Jogo do sistema solar, cartas testam o conhecimento dos visitantes sobre os astros que giram em torno do Sol. Já no Teatro dos planetas, os participantes assumem os lugares dos planetas, representando seus movimentos e posições. Outra atração é a exibição do filme Viagem à Lua, de 1902, que conta a história de um grupo capturado por extraterrestres no nosso satélite natural.
Curta-metragem
Fotografias e vídeos inéditos em 360°, produzidos na Antártica por pesquisadores da UFMG vinculados ao projeto MycoAntar, combinados com animações, podem ser vistos no curta-metragem Perspectivas Austrais, em formato fulldome, que explora os recursos do planetário digital e garante sensação de completa imersão. Produção da equipe do Núcleo Audiovisual do Espaço, o filme expõe as belezas de paisagens extraordinárias e o cotidiano dos cientistas que realizam pesquisas nas terras geladas.
A exibição é parte da exposição Expedição Antártica, cujas sessões estão programadas para terça, quinta e sábado, às 15h, e quarta, sexta e domingo, às 14h. Os visitantes verão cápsulas sensoriais que mostram as dificuldades de adaptação humana ao continente mais gelado do mundo. Eles também poderão experimentar os obstáculos criados por neve, vento e escuridão. A mostra também revela as belezas do território e suas potencialidades científicas. (...)
Mais informações sobre as atividades do Espaço do Conhecimento podem ser obtidas pelo telefone (31) 3409-8350. O museu fica na Praça da Liberdade, 700, Funcionários."

quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

Boletim tem edição dedicada à operação da PF na UFMG

A operação Esperança Equilibrista, deflagrada no dia 6/12 pela Polícia Federal para apurar supostas irregularidades na construção do Memorial da Anistia, despertou uma onda de solidariedade e apoio à UFMG e aos seus dirigentes conduzidos coercitivamente. 
As repercussões da ação, repudiada por personalidades, intelectuais e instituições do Brasil e do exterior, são abordadas na edição 2003 do Boletim UFMG. Confira o conteúdo do número em https://ufmg.br/comunicacao/noticias/boletim-tem-edicao-dedicada-a-operacao-da-pf-na-ufmg


terça-feira, 5 de dezembro de 2017

Livro infantil ‘Zumbi assombra quem?’ celebra a cultura afro-brasileira

Ilustração de Edson Ikê (Divulgação)
"Voltada para o público infanto-juvenil, a obra Zumbi assombra quem?, do escritor e historiador Allan da Rosa, acompanha as peripécias e dúvidas infantis de Candê, um menino negro que vive com a mãe, Manta, e seu Tio Prabin em um bairro periférico que poderia situar-se em qualquer cidade brasileira. Através das palavras, crenças e histórias de sua família, o garoto começa uma jornada de conhecimento sobre sua ancestralidade, sua beleza e sua força – enquanto enfrenta o racismo que não dá tréguas nem mesmo para um menino de sete anos.
Lançado em 2017, o livro celebra as raízes africanas, resgata a história dos quilombos e faz o leitor questionar, junto com Candê, a historiografia 'oficial' do Brasil, narrada nos livros didáticos, geralmente, pelos brancos. 'Quem assina esses dicionários? De onde será que vem essas certezas babando pelos cantos da boca?', questiona, a todo momento, Tio Prabin.
Além de resgatar a história dos quilombos e desconstruir os padrões de beleza brancos, Zumbi assombra quem? versa sobre outros temas relacionados ao racismo, como a desigualdade social, a violência policial e até mesmo o preconceito contra religiões de matriz africana." 

domingo, 6 de agosto de 2017

Palavras de um snob anarquista

Por ocasião da passagem do 1º de Maio, os grandes jornais desta cidade, bem ou mal, tiveram que tratar da questão social. Alguns, com aquele jeito furta-cor tão interessante para um zoologista, enquanto na primeira ou segunda página defendiam uma futura oligarquia atacando outra, na quarta ou quinta faziam panegíricos dos operários, etc., etc.; outros, com mais franqueza, ao dia seguinte, atacavam os anarquistas e exclamavam:

Que haja anarquistas na Europa, naqueles velhos países de civilização brilhante exteriormente, mas internamente carunchosa, já trabalhada pelos séculos e sofrendo o incurável reumatismo gotoso que caracteriza a gente de idade avançada que passou a vida em ceias e devassidões, vá lá, compreende-se.

A situação do operariado europeu é, de fato, precária, em vários pontos. Na Europa há miséria porque já há falta de trabalho; e já há falta de trabalho, porque a sua imensa civilização já está feita.

Há aí um bem inveterado engano. A civilização que nos domina, a forma de organização social sob que vivemos, é a mesma que a da Europa e tão antiga quanto a dela. Não há nenhuma diferença de tempo, não há nenhuma diferença de feitio: é a mesma.
O que caracteriza uma civilização são as suas ideias, os seus preceitos, as suas instituições e os seus sentimentos; e, por acaso, as ideias, os preceitos, as instituições que governam a Europa são diversos dos que nos governam?

Absolutamente não.

Quando no século XVI as primeiras naus portuguesas trouxeram para o Brasil conquistadores, guerreiros, padres e aventureiros, trouxeram também com eles as suas ideias de propriedade, de honra, de casta, de pátria, de rei e de Deus; e nunca mais os que ficaram deixaram de receber de lá essas ideias ou as modificações que elas foram sofrendo. Não houve, portanto, uma diferenciação de civilização, nas suas bases primordiais.

Os antigos colonizadores gregos, quando partiam a fundar uma colônia na orla do Mediterrâneo, levavam nas suas trirremes uma parte do fogo sagrado que ardia no altar da cidade ou das famílias respectivas. Isto queria bem dizer que eles iam continuar em outra parte a vida social – religiosa, militar e civil – que tinham até então levado nas suas respectivas pátrias. Não há via ideia de mudança, mas de continuação. Se não foi tão total a ideia dos colonizadores da Renascença, contudo, contra a sua vontade, a coisa se operou da mesma forma.

(...) 


domingo, 30 de julho de 2017

Nota Técnica nº 185 – DIEESE – Reforma da Previdência e a ameaça ao magistério




https://www.slideshare.net/LinTrab/nota-tcnica-185dieese-reforma-da-previdncia-e-ameaa-ao-magistrio

Nota Técnica do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos

Nesta Nota Técnica, serão analisadas as normas propostas pela PEC 287-A para a aposentadoria dos profissionais do magistério. No tópico 1, será exposto o histórico da legislação que a regulamenta, desde as primeiras medidas implementadas até as que vigoram no presente. Em seguida, serão apresentadas as regras que irão à votação –tanto as relativas aos professores vinculados aos regimes próprios, quanto as que se referem aos que são cobertos pelo regime geral –, sempre em contraposição às normas hoje vigentes. O terceiro ponto será dedicado à reflexão sobre o intenso processo de degradação das condições de trabalho dos docentes e suas consequências sobre a saúde desses trabalhadores.