PLANO NACIONAL DE EDUCAÇÃO

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quinta-feira, 23 de março de 2017

Nota Técnica DIEESE – Qualificação Social e Profissional: Análise de Indicadores Selecionados do Anuário do Sistema Público de Emprego, Trabalho e Renda 2015



https://pt.slideshare.net/LinTrab/nota-tcnica-do-dieese-qualificao-social-e-profissional-anlise-de-indicadores-selecionados-do-anurio-do-sistema-pblico-de-emprego-trabalho-e-renda-2015?qid=f276eedf-1381-4aa0-8a6d-30e75e20769e&v=&b=&from_search=3
A política de qualificação, em conjunto com o Programa Seguro-Desemprego1 e o Sistema Nacional de Emprego (Sine), compõe essencialmente o Sistema Público de Emprego brasileiro. Os primeiros esforços em favor da constituição de uma política de qualificação coordenada pelo Estado coincidem com o objetivo de oferecer oportunidades de qualificação em conjunto com os serviços de intermediação do Sine, em meados da década de 1970. O contexto favorável ao emprego e a ausência de fontes regulares de recursos financeiros para o financiamento da qualificação favoreceram a intermediação em detrimento da oferta de cursos de qualificação profissional.

As transformações do ambiente macroeconômico marcaram a década de 1980, período em que a capacidade do Estado em estimular o crescimento econômico por intermédio das políticas fiscal e monetária esteve enfraquecida, e tiveram reflexo sobre o tamanho e a duração do desemprego. Em resposta, as iniciativas de intervenção direta sobre o mercado de trabalho ganharam força como instrumento de combate ao desemprego, contexto em que a qualificação profissional, na medida em que favorece o exercício de um conjunto mais amplo de ocupações, emergiu como um desses instrumentos (RAMOS, 2009).

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UFMG sediará seminário internacional sobre arte, educação e autobiografia

Estão abertas as inscrições para a primeira edição do seminário internacional Diálogos sobre arte e educação: narrativas de si e aprendizagem biográfica, que será realizado nos dias 6 e 7 de abril, nos auditórios Álvaro Apocalipse, da Escola de Belas Artes (EBA), e Luiz Pompeu, da Faculdade de Educação da UFMG. O evento pretende estimular o desenvolvimento de pensamentos artísticos e educacionais que tenham como base os gêneros biográficos e autobiográficos.

O seminário é aberto a pesquisadores, professores, alunos de artes e de educação e demais interessados nas discussões sobre (auto)biografia. As inscrições, gratuitas, podem ser feitas por meio deste link.

A discussão sobre possibilidades de desenvolver uma educação artística e educar pela arte contará com as reflexões do professor Peter Alheit, da Universidade Georg-August de Goettingen, Alemanha, e de pesquisadores brasileiros sobre o tema, como os professores Eugenio Horta e Lucia Pimentel, da EBA.

Durante os dois dias de evento, serão realizadas conferências, roda de conversa, mesas redondas e performances sobre Pesquisa autobiográfica e dimensões de formação: artes, narrativas e conhecimento de si; Narrativas e alteridades; Pesquisa autobiográfica: dimensões epistemológicas e teórico-metodológicas; Experiências com a pesquisa biográfica.

A promoção é do Programa de Pós-graduação em Educação da UFMG, do Grupo de Estudos sobre Política Educacional e Trabalho Docente (Gestrado) e do Grupo de Pesquisa Ensino de Arte e Tecnologias Contemporâneas da EBA.

Fonte: UFMG

quarta-feira, 15 de março de 2017

Exposição Virtual: Gabinete de Obras Máximas da Biblioteca Nacional


Obras da antiguidade clássica, animais empalhados, autômatos, minerais, fósseis, fragmentos de meteoritos, esculturas, sementes, plantas conservados em frascos, instrumentos musicais, etc., compunham o acervo dos gabinetes de curiosidades.
https://bndigital.bn.gov.br/exposicoes/gabinete-de-obras-maximas-e-singulares/?sub=apresentacao-gabinete


Organizados durante os séculos XVI e XVII na Europa, por eruditos, naturalistas, profissionais liberais e nobres interessados pela ciência e pela arte, os gabinetes de curiosidades eram originalmente locais de estudos, periodicamente abertos ao público. Os gabinetes de curiosidades conheceram seu apogeu com a descoberta do Novo Mundo, quando itens inusitados e exóticos atravessaram os mares e vieram enriquecer e diversificar seus acervos. Tudo o que incitasse à curiosidade tinha lugar nos gabinetes, que, segundo uma lógica de correspondência, aparentemente arbitrária, dispunham, lado a lado, itens oriundos da natureza com objetos criados pelo homem, onde o excesso e o acúmulo impressionavam, provocando no visitante um verdadeiro estado de maravilhamento.

Os critérios de disposição de obras dos gabinetes de curiosidades inspiram esta exposição composta por 507 obras do acervo da Biblioteca Nacional. Dispostas em dezoito vitrines e uma sala, essas obras estruturam uma narrativa atravessada pelos temas do tempo, da fé, do anseio, da ambição, da desmesura e do despropósito, da admiração, da surpresa, da contradição, do horror, da alegria, da beleza e da estranheza, formando, então, um Gabinete de Obras Máximas e Singulares. Máximas, por serem superlativas em significado, e singulares por serem, em si mesmas, únicas, o que as qualifica, todas, como raras. Também raras pelo fato de estarem sendo exibidas pela primeira vez, destacando-se dentre muitas, os catálogos de gabinetes de curiosidades, que, a partir de 1808, juntamente com cerca de 60.000 itens oriundos de Lisboa, fizeram o roteiro inverso ao da peregrinação das maravilhas do Novo Mundo para a Europa, atravessando o Atlântico em direção ao Rio de Janeiro, para constituir o que é hoje a Biblioteca Nacional.

O livreiro ambulante que herdou 300 obras de Gabriel García Márquez


No meio de uma tarde sonolenta, algo habitual no Caribe colombiano, um dos muitos celulares de Martín Murillo tocou várias vezes sem ser atendido. Uma amiga de Mercedes Barcha, a viúva de Gabriel García Márquez, estava procurando por ele para dar um recado. Murillo estava viajando por uma das muitas cidades perdidas no sul de Bolívar. A Gaba, por outro lado, estava hospedada em sua casa em Cartagena das Índias. Fazia pouco mais de um ano que o Prêmio Nobel tinha morrido e queria dar um presente.

“Isso ocorre quando se limpam as bibliotecas”, diz Murillo. Mas a verdade é que esse presente, que Barcha entregou há um mês sem protocolos, é uma pequena grande herança do escritor colombiano: 316 livros da biblioteca que ele tinha na cidade murada e que qualquer colecionador guardaria como um tesouro. Esse mulato, nascido há 47 anos na região do Pacífico e que vive há mais de 10 no Caribe, sabe que é um privilegiado. Ele não era, como se poderia pensar, amigo do escritor, embora tenham se conhecido. As razões para a doação têm a ver, na verdade, com esse personagem que Murillo construiu nos últimos oito anos e que parece tirado de Macondo.


Isso foi o que disse o Nobel em 2010, quando, na entrada dos escritórios da Fundação Nuevo Periodismo Iberoamericano, perguntou pelo famoso Carrinho Literário, uma livraria ambulante, minúscula, nômade e gratuita, que Murillo criou em 2007. Desde então, esse homem que estudou até a quinta série, que quando era jovem só lia sobre beisebol e basquete, que vendeu água, café e arepas recheadas na rua, se tornou o promotor da leitura com uma estratégia que surpreendeu muitos. Murillo percorre com sua biblioteca móvel as ruas de Cartagena e os caminhos empoeirados das cidades do estado de Bolívar. Empresta os livros, lê para crianças e nunca cobra.

“Sim, Gabo me disse: Isso é macondiano.”

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Fonte (texto e imagem): El País