PLANO NACIONAL DE EDUCAÇÃO

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domingo, 15 de janeiro de 2017

UFBA aprova sistema de cotas na pós-graduação


Todos os processos seletivos para os cursos de pós-graduação stricto sensu da Universidade Federal da Bahia (doutorado e mestrados acadêmicos e profissionais) irão adotar o sistema de cotas: serão reservadas, no mínimo, 30% das vagas ofertadas para candidatos negros (pretos e pardos) e uma vaga a mais em relação ao total ofertado nos cursos para candidatos enquadrados em cada uma das categorias de quilombolas, indígenas, pessoas com deficiência e trans (transgêneros, transexuais e travestis).

O sistema de reserva de vagas foi aprovado na forma de resolução na manhã da quarta-feira, 11 de janeiro, no Conselho Acadêmico de Ensino (CAE), órgão que delibera sobre vagas para ingresso tanto na graduação quanto na pós, e já começará a valer para as seleções do segundo semestre de 2017.

A ação afirmativa, segundo o reitor João Carlos Salles, tem o objetivo de aumentar a participação de grupos sub-representados na comunidade acadêmica. “A resolução, associada às outras iniciativas de nossa Política de Ações Afirmativas, busca avançar na correção de desigualdades históricas, tornando a UFBA plena em sua vocação inclusiva”, disse.

Na visão do presidente do CAE, professor Francisco Kelmo, “mais que reparação, a resolução é oportunidade”, porque ela traz a possibilidade de pessoas que sempre foram excluídas mostrarem sua capacidade. Professor do Instituto de Biologia da UFBA, Kelmo lembra que as novas cotas representam uma continuidade ao acesso já oferecido pelas cotas da graduação, que permitem o ingresso na universidade de muitos que têm um forte desejo de crescer intelectual e profissionalmente, mas são barrados pelo racismo e pela discriminação.  “Agora, essas pessoas poderão ter acesso aos programas de pós-graduação e mostrar também aí que são capazes”.

“A UFBA vai além das definições da Portaria Normativa nº 13, de 11 de maio de 2016, do Ministério da Educação, que contempla apenas negros, indígenas e pessoas com deficiências e torna-se a primeira universidade do Brasil a preocupar-se, também, com a inserção na pós-graduação de quilombolas e trans”, disse o coordenador de ensino de pós-graduação da UFBA, Ronaldo Lopes Oliveira, que presidiu comissões especiais sobre o tema. Depois de consolidadas as cotas para a graduação, trata-se de ampliar a incorporação na Universidade da população que, no seu dia a dia, lida com demandas especiais, questões étnico-raciais, de origem e de identidade de gênero.

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segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

UFMG: Estudantes indígenas colam grau no curso de Medicina


Dois alunos indígenas estão entre os cerca de 130 formandos de Medicina que colam grau na UFMG na última sexta-feira, 23. Amaynara Silva Souza e Vazigton Guedes Oliveira, o Zig, são da etnia pataxó e vêm das terras indígenas de Carmésia, no Vale do Rio de Doce mineiro, e de Cumuruxatiba, no Sul da Bahia, respectivamente. A colação ocorrerá às 10h, no Salão Nobre da Faculdade de Medicina, no campus Saúde.

Para os estudantes pataxós, adaptar-se à metrópole e à Universidade foi um processo de descobertas e desafios. As dificuldades da transição da vila para o meio urbano envolveram desde a geografia e o clima até o ritmo de vida e a distância da família, mas, segundo Amaynara, foram minimizadas pelo apoio dos colegas. Ela destaca também o papel da Fump para sua permanência na Universidade, garantindo condições que sua aldeia não teria meios de suprir.

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Fonte: UFMG

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Nelson Freire, novo Doutor Honoris Causa da UFMG, enaltece a arte como 'modelo de convívio baseado no entendimento entre os humanos'


“Nestes tempos de graves inquietações que agitam a vida dos brasileiros, sinto a homenagem que me presta a Universidade Federal de Minas Gerais como uma chamada à lembrança de que a música é veículo de beleza, equilíbrio, harmonia e amor à verdade." Com essas palavras, e visivelmente emocionado, o pianista Nelson José Pinto Freire abriu seu discurso como o 22º Doutor Honoris Causa da UFMG, durante cerimônia realizada na noite de quinta-feira, 15 de dezembro de 2016, no auditório da Reitoria, campus Pampulha.

Após receber o título, outorgado durante sessão solene do Conselho Universitário, Nelson Freire fez questão de destacar a função exercida pela arte na história em períodos de turbulência. “Em horas de crise, as artes e a cultura assumem um papel de modelo de convívio baseado no entendimento e respeito entre os humanos”, afirmou.

Mineiro de Boa Esperança, no Sul do estado, Freire lembrou, em seu discurso, que logo cedo deixou sua cidade natal e, ao longo de sua carreira, percorreu todos os cantos do mundo, “sempre a serviço da música”. “Durante esses longos anos, nenhuma paisagem me impressionou mais do que aquela que conheci durante a minha infância. Permaneço mineiro de alma e sensibilidade. Por isso, a honraria que ora me conferem meus conterrâneos me comove de modo profundo”, concluiu.

Fonte (imagem e texto): UFMG
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